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Estádio Expedicionário (LMD)
Esporte mais popular do município – assim como o do país – o futebol foi trazido à Macaé por um sapateiro conhecido como Alberto Campista. Na segunda década do século XX, esta modalidade esportiva era improvisada (como as “peladas” de hoje) em um campo coberto de um extenso capinzal, entremeado por algumas árvores, na praça Visconde de Rio Branco (atualmente Washington Luiz), onde ficava a banca do sapateiro. Em 1914, com o aumento do número de adeptos, fundou-se o primeiro clube de futebol da cidade, o Macahé Foot-ball Club.

O ano de 1919 registra um marco no futebol macaense, quando foi fundada a Liga Desportiva Macaense (LDM) pelo desportista Eduardo Luz, fazendo parte dela os seguintes clubes: Macahé, Fluminense, Americano, Guarany, Botafogo e Andaraí. A entidade funcionou até 1923, em função do desaparecimento de vários filiados considerados pequenos, tais como Botafogo e Andaraí, ficando somente em atividade o Americano. Neste período de existência da LDM, o Macahé conquistou os campeonatos de 1919, 1920, 1921 e 1922.

Com o desaparecimento da LDM, de 1923 a 1928 não houve a realização de campeonatos municipais. Nos anos de 1927 e 1928 o futebol macaense foi dirigido por uma liga “barbante”, que se denominava Liga Macaense de Esportes (LME). Despida de vínculo oficial, não organizou qualquer competição oficial. Na época, Ypiranga, Americano, Fluminense e Macaé realizavam apenas partidas amistosas.

No ano de 1929, mais precisamente no dia 24 de março, os desportistas Fábio Franco, Alarico Maciel, Almir Maciel, Luiz Corrêa de Castro, Arquimedes Marques e Bento Costa Júnior se uniram e fundaram a Associação Macaense de Esportes Atléticos (AMEA), entidade que dirigiu o futebol em Macaé até o ano de 1933, sendo o campeonato paralisado de 1934 a 1937, visto que a associação havia encerrado as suas atividades. Seu último presidente foi o saudoso Afrânio Barreto. Durante os anos em que o futebol macaense foi dirigido pela AMEA, foram campeões os seguintes times: Americano (1929, 1930 e 1932) e Fluminense (1931 e 1933).

Corria o ano de 1938 e, no dia 13 de agosto, Fluminense, Americano, Ypiranga e Macaé fundaram, na Rua Dr. Júlio Olivier, nº 10, uma nova entidade que se denominou Associação Macaense de Esportes Atléticos, que aqui podemos considerar a segunda fase da AMEA. Ela patrocinou os campeonatos de 1938 a 1942, com a participação dos clubes fundadores mais o Grêmio Duque de Caxias, do Forte Marechal Hermes. Os campeões da segunda fase da AMEA foram: Americano (1938), Fluminense (1939), Ypiranga (1941 e 1942).
No entanto, por força do decreto federal nº 3.199, de 14 de abril de 1941, que regularizava, orientava, incentivava e fiscalizava a prática do esporte em todo o país, a AMEA passou a se denominar a hoje Liga Macaense de Desportos (LMD), fundada em 30 de setembro de 1942 e teve como primeiro presidente o desportista Lacerda Agostinho. Vale ressaltar que nesta época apenas o Ypiranga FC tinha vínculo direto com a Federação Fluminense de Desportos (FFC) e, abrindo mão deste vínculo, passou a integrar a nova entidade.

Estádio Expedicionário: localizado em um terreno doado pela Prefeitura de Macaé, na gestão do prefeito Milnes Ribeiro, foi durante o mandato do então presidente Djalma da Silva Almeida que ele foi totalmente murado e feitos outros melhoramentos para que ali fossem realizados todos os jogos do campeonato municipal, num movimento que contou com o apoio da sociedade macaense e, sobretudo, com o trabalho de Arthur Brochado, Napoleão Lima, Otacílio Oliveira, Fábio Franco, Arquimedes Marques e muitos outros desportistas da época.
Nos anos de 1979/1980, quando a LMD era presidida por Paulo Miranda e o prefeito era Carlos Emir Mussi, o Expedicionário foi completamente reformulado, sendo colocados até alambrados novos em toda a sua área, sistema de drenagem igual ao do Maracanã, além de reformar os vestiários existentes sob a arquibancada, reconstruindo assim o que a famigerada “Feira do Grito” destruiu. Na gestão de Jayme Pinto foram feitas obras importantes, tais como dois vestiários, que não se sabe por que foram destruídos, um bar bem montado para atender aos torcedores, sendo a sua obra mais importante o muro que cercou todo o terreno pertencente à LMD.
No período em que a Liga foi dirigida pelo hoje radialista Eraldo Manhães foram construídas várias lojas, proporcionando, assim, arrecadação própria, dando mais condições para a entidade sobreviver mais facilmente. Enfim, a Liga Macaense de Desportos possui hoje um patrimônio de maior valor, que jamais existiria não fosse o trabalho realizado por todos os ex-presidentes. Vala registrar ainda que a primeira iluminação do estádio deu-se no dia 20 de julho de 1967, na época do presidente José Carlos de Souza Crespo, prefeito Cláudio Moacyr de Azevedo e do governador Geremias de Mattos Fontes.

Sede própria: face aos trabalhos desenvolvidos pelos ex-presidentes, a Liga Macaense de Desportos possui sede própria, construída na gestão 1972/1974, em que era presidida por Antônio Carlos Pinto de Carvalho, o Penetra, numa luta em que foram envolvidos todos os desportistas macaenses e que contou com a colaboração mais de perto de Cezar Farias, engenheiro do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Armando Borges, Usina Carapebus, que doou portas, janelas e instalações sanitárias, e o do desportista Amaro Bocão, que foi um incansável na recuperação do estádio naquela época.

Seleção bicampeã: um fato muito importante para se registrar no futebol macaense foi sem dúvida a conquista do bicampeonato de Seleções Amadoras do Estado do Rio de Janeiro, quando em memorável campanha, fomos campeões em 1964 e repetimos o feito em 1966, estando na presidência da entidade o desportista Luiz Pinheiro, que contou com o efetivo apoio do povo macaense, como principalmente dos desportistas Lazir de Souza Lima, que era o supervisor; Luiz Carneiro, que era o técnico; Elmo Sodré, auxiliar técnico; Osmar Nogueira, preparador físico; Democlides como massagista, tendo como auxiliar Zizinho e Antônio Carlos Andrade, os médicos Jorge e Jair Siqueira, Antônio Luiz Lindeberg, Herval Luna e Ricardo Moacyr, além do nosso estimado enfermeiro Juquinha. Nomes conhecidos e até hoje lembrado pelos desportistas macaenses faziam a alegria dos aficcionados do futebol: George, Garfante, Zé Que Não Dança, Geraldo Cara Suja, Maneca, Elmo Careca, Nier, Hélio Cabral, Arizinho, Chaminé, Moacir, Costinha, Bibinho, Fernando Tereza, Didi, Joel Garcia, entre outros.

De presidente para presidente: “A surpreendente atuação de Wandinho a frente da Liga Macaense de Desportos nos últimos anos (desde 1995), quer na parte da conservação do Estádio Expedicionário quer na parte das promoções esportivas realizadas, com destaque para a Copa Macaé de Futebol Sub-17,que traz ao municípios grande equipes de todo o país, faz com que ele seja reconhecido pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) como o melhor presidente da LMD nos últimos tempos. Sem dúvida, graças à atuação de Wandinho, o futebol macaense é hoje respeitadíssimo no Estado do Rio e porque não dizer em todo o território nacional”. (Do ex-presidente Antônio Carlos Pinto de Carvalho para o atual Wanderson Fernandes Agostinho).
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